Bem-vindo ao Centro Dynamis.
Novo usuário? Clique aqui.

Transtornos da Linguagem e Comunicação


ORIENTAÇÃO PARA A FAMÍLIA E A ESCOLA DE CRIANÇAS QUE APRESENTAM ATRASO NO DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM

No começoé fundamental determinar se o quadro está diagnosticado corretamente pelos profissionais idóneos, conhecer a descrição das caraterísticas principais do caso e relacionar tais informações com aspectos relativos a idade da criança, nível educacional, rendimento escolar e possíveis dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento social, estilo comunicativo e de criação da família e o relacionamento familiar, estilo comunicativo  dos professores e as condições da escola e comunidade escolar nas que a criança está incluída.
Conhecendo as informações sugeridas, é possível entregar orientações básicas que permitam a família e a escola, estimular e ajudar ao desenvolvimento da linguagem e da comunicação da criança, sem esquecer-se dos aspectos cognitivo, emocionais e das habilidades relacionadas com a aprendizagem. As orientações devem ter utilidade para o processos de adequação da família e da escola em relação as dificuldades da criança, mais também como apoio as terapias que podam estar sendo realizadas, especialmente no referido a ação do fonoaudiólogo tratante.
Descreveremos a continuaçãouma serie de estratégias a ser utilizadas como elementos de orientação nestes casos:

1. Orientações gerais para a família:

Em primeiro lugar devemos informar ou entregar elementos que ajudem as famílias a compreender melhor o que é o atraso da linguagem, as caraterísticas e possíveis causas e a necessidade da participação das famílias nos processos de terapia, ensino e estimulação das crianças afetadas.
Podemos desenvolver as seguintes ações orientadoras:
• Reuniões para explicar o problema e as possíveis estratégias de apoio familiar.
• Entrega de material escrito para que as famílias repassem as informações entregadas e compartilhem com o resto da comunidade familiar.
• Sugerir livros o sites da internet para que as famílias procurem informação de qualidade ( sites de comunidades educativas, blogs de fonoaudiólogos, etc.).

2. Orientações específicas para as famílias:


Mesmo que o psicopedagogo não é o encarregado do processo da terapia de linguagem, pode se envolver na entrega de orientações e dicas para estimulara a linguagem, mais ainda, em relação às habilidades da linguagem e da comunicação com os aspectos cognitivos e afetivos que são as bases do desenvolvimento escolar.
Nesta condição, podemos sugerir as seguintes estratégias:
• Falar corretamente: Não utilize formas infantilizadas de falar com acriança. Mesmo que ela fale pouco, pronuncie errado e tenha problemas de compreensão, e muito importante que receba o estimulo verbal adequado para ter a possibilidade de compreender o que qualquer pessoa fala ( e não somente o que as família fala)
• Use frases curtas e palavras de fácil compreensão para a criança. Isto permite que a criança possa atender lembrar e compreender acorde a suas capacidades. Nunca entregar longas explicações ou falar muito. Isso somente causa ansiedade nas crianças que não conseguem compreender o que adulto está falando.
• Dê oportunidade e tempo para quea criançaintente  se comunicar ou interagir. Assim, você estimula a vontade de comunicar e não cria uma dependência excessiva do adulto para desenvolver a comunicação.
• Mantenha a proximidade física e o contato face a face. Abaixe-se para ficar de frente para a criança, ajudando a manter o contato visual, a proximidade física e a atenção ao interlocutor.
• Dê nome aos objetos e as ações realizadas utilizando as palavras certas. Não dê apelidos às pessoas ou objetos nem repita os "apelidos" que a criança inventa para denominar o que está ao seu redor. E muito importante que a criança receba uma estimulação simples, mais de qualidade, no sentido de escutar sempre as formas corretas de nominar objetos, pronunciar ou estruturar frases.
• Estimule as brincadeiras de imitação e faz de conta. A principal forma de aprender das crianças é na brincadeira.
• Estimule a comunicação criando situações que somente podem ser resolvidas pela comunicação (pedir ajuda nominar objetos para obtê-los, procurar por alguém, etc.). Também e muito útil não terminar as ações, como por exemplo, não terminar de vestir a criança, dar um copo sem agua, não abrir a porta do carro. Se a criança falar, pedir continuar a ação ou corrigir ao adulto, estamos estimulando a intenção comunicativa e o uso da linguagem.
• Estimule a interação com outras pessoas e crianças, ajudando a manter as regras das brincadeiras, respeitar a vez e se comunicar com diferentes pessoas para ajudar a criar uma sensação de eficiência importante para a autoestima, mais também, para ajudar ao desenvolvimento social.
• Contar histórias simples ajuda as crianças a exercitarema audição, observar a fala correta, aprender a relacionar frases e situações além de diversos outros benefícios cognitivos, afetivos e culturais.
• Peça para as crianças contarem histórias. Não se preocupe com a perfeição das narrativas. O mais importante é o exercício da criança em pensar as situações, comunicá-las e experimentar a linguagem de diferentes formas. Tentem estimular a utilização de gestos, expressões faciais como se fosse uma peça de teatro, para estimular a utilização de diferentes registros e desenvolver uma experiência mais completa dos elementos narrados.
• É convenienteter limite para a televisão.  A pesar de que pode ser muito estimulante assistir programas, ouvir histórias e olhar como as pessoas conversam, há um grande risco de queas crianças fiquem  paradas  grande parte do tempo sem interagir com ninguém mais que a TV( que não interage com eles). E melhor dedicar mais tempo a brincadeiras que estimulem a imaginação, a comunicação e o desenvolvimento psicomotor.
• Para o caso dafamília  ter babá, e importante orientar ou treinar ela com as formas de estimulação sugeridas até agora. È necessário que todo o grupo social que convive com a criança tenha o mesmo estilo de estimulação e evitem práticas erradas.
• Tenha brinquedos apropriados para a idade da criança e para as suas habilidades e que favoreçam as interações. E conveniente ter material que poda ser nominado e compartilhado (carrinhos desmontáveis, puzzles, bonecas com vestuário, animais, etc.)e não brinquedos que não fornecem de muitas oportunidades para interagir (carrosou brinquedos a pilha).
• Utilize livros com figuras bem representativas e conte histórias, estimulando a criança a repetir palavras, nominar elementos da página, apontar. Tente errar para que a criança corrija você.
• Utilize brinquedos que estimulem atenção e a memoria.
• Estimule a criança a participar das rotinas da casa, nominando objetos e ações, e sempre tentando errar para que ela corrija ao adulto.
• Premie com beijos, abraços, sorrisos e comentários positivos cada intento comunicativo da criança.

3. Orientações para a escola:

Para o caso de atraso da linguagem, e importante que as professoras conheçam os elementos essenciais do problema. Para isso um primeiro passo e informar aos docentes expecto do que é o atraso da linguagem. Para isto podemos:
• Agendar reuniões informativas.
• Entregar material escrito e sugestões de páginas de internet.
• No caso de psicopedagogas que trabalham na instituição, elas podem coordenar e agendar a visita de uma especialista em fonoaudiologia para explicar o problema e resolver dívidas acerca de como lidar com as dificuldades da criança.
Uma vez finalizada a primeira etapa, podemos listar uma série de orientações básicas para interagir e estimular este tipo de crianças na aula e no pátio:
• Quando entregar as explicações do que vai ser feito, falar primeiro ao grupo e depois a criança, repetindo de uma forma mais simples o que já foi explicado.
• Olhar sempre o rosto da criança quando falamos com ela.
• Falar devagar para que a criança consiga acompanhar o que o adulto expressa.
• Sentar a criança perto da professora para responder prontamente em caso de necessidade de apoio.
• Estimular a interação com outras crianças que apresentem um desenvolvimento da linguagem e da socialização mais adequado e podam servir de estímulo e de modelo.
• Estimular e apoiar nas brincadeiras no pátio, ensinando a respeitar as regras de cada jogo e falar do que ela está fazendo.
• Premiar socialmente(sorrisos, abraços, comentários) os intentos comunicativos da criança.
• Informar permanentemente a família dos avances de cada dia para estimular a participação e a motivação do grupo familiar.
• Utilizar material adequado às capacidades verbais e linguísticas de cada caso.
• Manter um diálogo com a família para saber quais as palavras, frases e expressões mais utilizadas e compreendidas pelas crianças, para serem utilizadas na aula.

Bibliografia:
Carvalho, C. Linguagem e Fonoaudiologia em psicopedagogia. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial. Grupo Uniasselvi, 2009.
CUPELLO, Regina. O atraso de linguagem como fator causal dos distúrbios de aprendizagem. Rio de Janeiro: Revinter, 1998.
Higuera, M.Mi hijo no habla. Ed. Fontanar-Aguilar. Chile. 2010. 2. Ed
Schrimer,C; Fontoura,D;Nunes,M. Distúrbios da aquisição da linguageme da aprendizagem. Jornal de Pediatria.Vol. 80, N.2 (supl.)pp.95-103.

 

ORIENTAÇÃO PARA CRIANÇÃS PEQUENAS COM GAGUEIRA

Muitas crianças, especialmente os meninos, apresentam períodos de dificuldades do ritmo da fala considerados normais entre os 2.5 e os 4 anos de idade.  Considerada como parte do desenvolvimento normal, esta dificuldade se denomina gagueira fisiológica. A pesar de ser parte do desenvolvimento esperado pode causar muita ansiedade na família e na professora, criando uma situação de estresse nos adultos que começam a desenvolver praticas inadequadas que podem aumentar a ansiedade nas crianças, ate o ponto de fixar condutas inadequadas para conseguircerto ritmo de fala ou desenvolver a gagueira(Carvalho,2009).
O tratamento da gagueira e as instancias de prevenção e uma lavor principal do fonoaudiólogo, mais, é possível entregar orientações praticas e simples que ajudem as famílias e professoras a compreender o problema e lidar de forma adequada com as manifestações.

Orientações para as famílias:

Sempre é conveniente iniciar as orientações entregando informação adequada e compreensível para o grupo familiar acerca de o que e a gagueira, neste caso a fisiológica, as suas manifestações e as formas adequadas de afrontar a dificuldade.
Para poder entregar as informações podemos realizar as seguintes ações:

• Reuniões informativas para conversar com a família acerca do problema.
• Entrega de material escrito com explicações e dicas para seguir em casa.
• Sugestões de literatura sobre o tema.
• Sugestões de sites em internet para procurar informação de especialistas: http://www.gagueira.org.br, www.abragagueira.com.br.
• Orientar o encaminhamento ao especialista em fonoaudiologia no caso de precisar.

Uma família que tem informação correta,pode seguir orientações mais adequadamente na casa, como as seguintes:

• Tente reagir de forma tranquila frente aos bloqueios os problemas de ritmo.
• Tente não mostrar ansiedade, desviar o olhar ou mostra impaciência quando a criança não consegue falar.
• Nunca utilize expressões como: 'pare', 'pense', 'respire' ou 'calma'. A criança não está nervosa, está gaguejando. Mais se você utiliza essas expressões, ela ficara nervosa, ansiosa e aumentaram os problemas para falar.
• Não tente completar palavras o frases para a ajudar a criança. Ela notará mais ainda a dificuldade ou ficará molesta e ansiosa.
• Não interrompa a fala da criança. Respeite o tempo de ela para falar.
• Tente modular a sua própria velocidade de fala para entregar um modelo fluente e calmo. Converse em velocidade confortável e de forma mais pausada.
• Tente no atrapalhar a criança com muitas preguntas.
• E conveniente olhar nos olhos da criança, de modo mais calmo possível, quando ela estiver falando;
• Entregue sinais visuais de que está atendendo, compreendendo e disfrutando do que a criança fala (mover a cabeça afirmativamente, fazer expressões divertidas de surpresa, etc.)
• Tente coordenar mais tempo a sós com acriança, não somente falando dos interesses dela, mais também brincando o mais descontraidamente possível para desenvolver uma interação social prazerosa e sem ansiedade.
• Quando a criança gaguejar, você pode falar que não escutou certo por causa de muito barulho no ambiente (não por causa da fala da criança).
• Às vezes você pode ajudar quando aparece gagueira, fazendo perguntas do tipo : não escutei bem, você falou cacanja (por exemplo se a criança gaguejo ao falara laranja) ou laranja?. Geralmente as crianças voltam a repetir melhor a palavra e não fica com a sensação de falar mal porque é o adulto quem não está escutando certo.

Na escola:

Para o caso de orientar as professoras, também é preciso iniciar o trabalho entregando informação clara e precissa respeito do problema é do caso. Para isso podemos desenvolver as seguintes ações:

• Reuniões informativas em relação à gagueira e a historia do caso particular.
• Entrega [de material escrito e sites informativos de internet.]
• Coordenação com especialistas em fonoaudiologia para fazer palestras ou reuniões com os docentes da instituição.

Após de informar as docentes, é possível desenvolver estratégias de orientação paraas professoras e de apoio geral para as crianças. Nesta etapa é conveniente coordenar as ações da psicopedagogia com as do especialista em fonoaudiologia a través de intercambio de relatórios e permanente troca de informação.

• De ser possível ( de acorde coma idade e nível das crianças) apresente para a turma a questão da gagueira. Explique que a criança gaga tem algumas dificuldades para falar e que não são importantes. Estimule a turma a brincar com ela, a não perguntar e, no momento, não se centrar na fala.
• Oriente as professoras para manter um contato frequente com a família para acompanhar o desempenho da fala da criança em casa e os efeitos da estimulação em aula.
• A professora deve de ter uma atitude de acolhimento, mais não diferente e muito ajudadora. A criança deve sentir se acolhida, atendida, respeitada e igual que as outras daturma.
• Não pedirpara a criança falar  devagar, tomar aire e outras ações que chamam a atenção   a própria dificuldade.
• Não sobre proteger a criança, exigir o mesmo que as outras. Somente manter um nível menor de exigência em tarefas que envolvem muita fala.
• Tente observar se existem dias melhore sou piores para acomodar a exigência ao ritmo da criança.
• Desenvolva atividades em que acriança fale alternadamente com outras. Pode falar as primeiras ou as últimas palavras de cada frase ou verso de uma poesia, cantar com outros o nominarem somente um objeto por vez.
• Em atividades pré-escolares, nunca deixe a criança para o final da brincadeira, porque essa atitude pode aumentar a ansiedade e o medo.
• Não ficar assustada ou muito nervosa enfrente a acriança. Quando ela mover as mãos, balançar a cabeça o ficar muito ansiosa. Tente desviar a atenção para objetos do ambiente, pedir para falar uma palavra por vez ou responder perguntas de tipo sim/não (ex. mostra a letra A e perguntar é a letra i, a letra o etc.).

Por último sempre e conveniente reavaliar cada certo tempo o desempenho verbal da criança, a opinião da família e a visão da professora para determinar o real impacto das orientações ou das terapias no desempenho comunicativo e no desenvolvimento emocional, social e escolar.
 
Bibliografia:

Carvalho, C. Linguagem e Fonoaudiologia em psicopedagogia. Centro Universitário Leonardo da Vinci. Indaial. Grupo Uniasselvi, 2009.

Meira, I. Tratando gagueira. Diferentes abordagens. Ed. Cortez. São Paulo. 2002.

Nigro Rocha, M (org.).Gagueira :um distúrbio da fluência. Ed.Santos. São Paulo.2008
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Centro Clínico

Slide 0Slide 1Slide 2Slide 3Slide 4Slide 5Slide 6Slide 7Slide 8Slide 9Slide 10Slide 11Slide 12Slide 13Slide 14Slide 15Slide 16Slide 17Slide 18Slide 19Slide 20Slide 21Slide 22Slide 23Slide 24Slide 25

Profissionais de TGD

Cadastro de Profissionais

Encontre Profissionais de TGD

Encontre Profissionais

Contador de Visitas

258953 Visitas

Centro Dynamis: Rua Itajaí, 1310 - Vorstadt - Blumenau - SC - FONE/FAX (47) 3232 7278 - 99963 1084 (TIM) - 99707-3000 (TIM)
E-mail para Curso: flaviadynamis@gmail.com - Email para Atenção: dynamiscapacita@gmail.com

Centro Dynamis © 2012 - Todos os Direitos Reservados Desenvolvido por Novalogo