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Autismo

 AUTISMO: ORIENTAÇÃO PARA OS PAIS

Cartinha desenvlvida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Casa do Autista: LEIA AQUI

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Entrevista realizado pelo Iergs do R.G.S Brasil

Entrevistado:  Miguel Higuera Cancino 

Dá para incluir um autista em sala de aula?
Toda criança tem direito a ser aceita, respeitada e incluída em todos os aspectos da vida social.Porem, a  inclusão escolar de crianças com autismo  tem algumas características particulares que devem ser compreendidas.
Primeiro, muitas crianças com autismo severo, apresentam dificuldades cognitivas e da conduta que dificultam o processo de ensino e a inclusão. E preciso realizar um trabalho com uma equipe terapêutica para orientar e capacitar a família no controle e manuseio das condutas inadequadas e da estimulação da comunicação e da linguagem, junto com os processos de atenção e memória, para que as crianças possam afrontar o processo de inclusão de melhor forma. Sem um trabalho de equipe e difícil garantir o processo porque as dificuldades cognitivas e de conduta quando severas são um obstáculo que ainda não pode ser afrontado pelo sistema educativo (não somente no Brasil, mais na maioria dos países  de latino America).
O problema do paradigma de uma inclusão radical e que não respeita as diferencias individuais e as necessidades de muitas crianças. Por exemplo, muitas pesquisas mostram que crianças autistas moderadas ou severas não conseguem agüentar ou tolerar a presença de mais de 6 pessoas por perto. Uma escola geralmente tem mais de 20 ou 30 crianças ( agitadas,, faladoras e normalmente barulhentas) que são uma fonte de muito estresse e ansiedade para uma criança autista e motivam o surgimento de condutas inadequadas de escape, choro ou inquietação motora que dificultam o processo de ensino e aprendizagem.
As crianças com autismo são um desafio para a inclusão e muitas vezes e necessário ter flexibilidade na forma de afrontar o processo. E importante compreender que a forma de processar os estímulos, de sentir e perceber as próprias emoções são muito diferentes no caso do autismo. E necessário desenvolver protocolos ou sistemas de inclusão variados e flexíveis que permitam as crianças assistir por pouco tempo no inicio ( que pode durar ate um ano), limitar os objetivos aos aspectos sociais e cognitivos num começo do processo, e formar permanentemente a comunidade escolar ( professores e alunos) para compreender a aceitar as diferencias tão marcantes deste alunos.
A inclusão de crianças autistas è  possível ( ver o caso da Inglaterra, Espanha, Chile, etc.) mais precisa de capacitar aos professores e as famílias para participar de um trabalho conjunto com as equipes de terapia e médicos que são sempre muito necessários para entregar o melhor atendimento e as melhores oportunidades de desenvolvimento para cada caso.
O centro Dynamis esta oferecendo cursos e capacitação nas estratégias de inclusão dos transtornos do espectro autista e a participação dos professores e famílias nos nossos cursos e a mostra do interesse e a necessidade da população de alternativas que permitam reflexionar e desenvolver novas formas de abordar esta problemática.

Qual a formação que o profissional deve ter para lidar com o autista?
Idealmente, a compreensão do autismo e o seu complexo universo precisa de conhecer varias áreas do desenvolvimento humano e social.
Primeiramente è recomendável ter algumas noções de neurociência(estrutura e funcionamento do cérebro e o sistema nervoso) para compreender como um organismo diferente reage de modo diferente e saber que muitas condutas são respostas a um meio ambiente que não entrega a informação certa ou necessária de forma que este organismo diferente possa compreender ou processar.
Em segundo lugar e conveniente ter alguma formação em cognição e aprendizagem (psicologia do desenvolvimento, psicologia cognitiva, psicolingüística) para saber como funciona a mente e o cérebro nos processos de aquisição e aprendizagem da linguagem, a comunicação e da cognição em geral.
Em terceiro lugar e importante saber do desenvolvimento da comunicação e da linguagem e das formas de estimular tais aspectos que são as áreas mais importantes a ser desenvolvidas no caso dos TEA(transtornos do espectro autista) e que permitem compreender muito das formas diferentes de interagir com o meio social.
Por ultimo , e não menos importante, e preciso ter alguma formação em comportamentalismo ou modelo ABA para saber lidar com as dificuldades da conduta e desenvolver estratégias simples para ajudar a desenvolver condutas adequadas.
Na minha experiência como terapeuta, pesquisador e professor de Fonoaudiologia, a formação cientifica dos profissionais e um elemento essencial devido a que permite fazer escolhas de estratégias baseadas na evidencia e nas melhores pesquisas e não no que alguém ou um grupo acredita que tem de ser feito. A  visão clinica e científica procura observar e descrever cada caso em particular e tentar compreender o melhor possível a cada pessoa na sua diferencia, entregando uma atenção única. Também permite ter uma visão critica permanente  e humilde, para aceitar as limitações do nosso conhecimento, no sentido de não aceitar terapias miraculosas ou modelos que ainda não sejam validados por estudos confiáveis. Esta visão deve ser compartilhada por famílias e professores para respeitar cada criança e pessoa com autismo.

Quais dicas você daria para um professor que trabalha com autismo
O primeiro è procurar informação e orientação para ter alguma noção do autismo que ajude a compreender o problema.
A informação permite orientar a família e aos alunos da serie ou turma para ter uma visão comum.
Algumas dicas que freqüentemente compartilhamos com os professores e ajudam a ter um contato com as crianças com TEA são:
• Pedir as famílias um relatório dos interesse, preferências e coisas que causam desagrado a cada criança.
• Utilizar preferências e materiais de agrado para a criança na aula e o pátio para estabelecer um vinculo com a escola e as pessoas do ambiente escolar.
• Trabalhar por períodos curtos(5-10 minutos) em atividades de complexidade crescente(incorporar gradativamente mais materiais, pessoas ou objetivos).
• Falar pouco, somente as palavras mais importantes ( geralmente um autista não processa muita linguagem cada vez).
• Utilizar gestos simples e imagens para apoiar o que `e falado e permitir a compreensão( os autistas são mais visuais que verbais)
• Desenvolver rotinas que a criança possa predizer ou antecipar(pela repetição e com o apoio de imagens que mostram o que vai ser feito no dia)
• Estimular a participação em tarefas de arrumar a sala, ajudar a entregar materiais as outras crianças, etc.
• Entregar objetos no canal visual ( o adulto deve ter o objeto na mão frente aos olhos para que a criança possa pegar o objeto tendo o rosto do adulto dentro do seu campo de visão).
• Respeitar a necessidade de estar um momento sozinho, de caminhar ou dar saltos ou simplesmente perambular para se acalmar(pode ser utilizado como premio apos uma atividade)
• Tente conhecer as capacidades de cada criança para utiliza lãs como entrada para as atividades de ensino (pintar, recortar, etc.)
• Evite falar muito, muito alto e toda situação que envolva muito estímulo (pode ser ate nocivo para a criança)
• Pergunte sempre como foi a tarde ou o dia anterior, a qualidade do sono ou se houve alguma alteração da rotina para se antecipar a estados emocionais de ansiedade. Em caso de ansiedade procure utilizar elementos de interesse e preferência da criança , com menor exigência para não ter birras ou maior ansiedade.
Em caso de birras e importante ter algum conhecimento de técnicas de modificação de conduta ( time out, desvio de atenção, etc.), mais o primeiro e não se apavorar, tentar oferecer outros objetos e no caso de não conseguir acalmara a criança, explicar a turma que esta acontecendo e desenvolver atividade com o grupo em outro lugar e dar a possibilidade da criança com TEA de se acalmar.

É  muito importante manter um contato com os profissionais externos que possam estar trabalhando com a família. No caso do nosso centro Dynamis, temos desenvolvido visitas as casa e as escolas para orientar e desenvolver estratégias particulares para cada caso, o que permite um melhor trabalho dos professores porque o apoio envolve desenvolver u ações que permitam cumprir com os objetivos de cada professor e ajudar ao desenvolvimento social e acadêmico na escola.
Temos de lembrar que a inclusão e um trabalho não semente da escola, mais uma lavor conjunta entre clínicos, professore e a família.

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COMPREENDENDO OS PROBLEMAS EMOCIONAIS NAS CRIANÇAS COM TRANSTORNOS DA LINGUAGEM


A pesar de que as causas e manifestações dos transtornos do desenvolvimento da linguagem e da comunicação são muito diversas, é um fato comprovado que uma grande maioria das crianças afetadas podem apresentar seqüelas no desenvolvimento social e afetivo.

Geralmente as dificuldades da linguagem podem se manifestar com graus leves a te severos, e os sintomas mais comuns podem ser resumidos como segue:
* Dificuldades para pronunciar sonidos da fala (dislalias) ou formar as palavras, deformando, omitindo sílabas ou trocando sonidos de lugar (transtorno fonológico).
* Dificuldades para construir frases, orações e discurso oral, utilizar elementos sintáticos(artigos, pronomes, gênero, numero, etc.) ou dificuldade para fazer frases mais extensas ou compreender os elementos de uma frase( transtorno sintático).
* Dificuldade para adquirir e compreender palavras(vocabulário), adquirir e compreender conceitos ou para utilizar a linguagem para explicar, narrar ou descrever o mundo ( transtorno semântico).
* Dificuldade para desenvolver conversações com diferentes pessoas, compreender as regras sociais ou utilizar funcionalmente a linguagem verbal e nao verbal durante as interações sociais, a pesar do interesse em comunicar ( transtorno pragmático).
As vezes as crianças podem apresentar distúrbios que afetam mais especificamente a linguagem sem outras patologias ou problemas aparentes, ou ser parte de um problema mais generalizado como nos casos de Sd. de Down, X frágil, Autismo, etc.
Atualmente já sabemos que os transtornos da linguagem apresentam disfunções nos mecanismos cerebrais que participam nao somente da produção da linguagem, mais também da regulação de processos cognitivos9atencao, memória, percepção, motivação e da regulação dos estados de animo e  das emocoes .
A dificuldade para se comunicar, satisfazer as necessidades de forma social ou para estabelecer interações sociais satisfatórias, gera muita ansiedade , tanto na própria criança, quanto no entorno social (familiar, escolar, etc.). os adultos são muito complexos, falam muito, cobram muito ou ajudam muito as crianças com problemas da linguagem e geralmente a super proteção desenvolve um estilo de interação baseada na resposta rápida as necessidades e requerimentos da criança, que nao aprende a esperar, a se frustrar e a modular as emocoes.
Os adultos tem um mundo de informações e reações emocionais que fica muito alem da compreensão das crianças.Sem compreender o que as pessoas tentam comunicar , e sem ser compreendidas , as crianças desenvolvem uma serie de atitudes e condutas que são consideradas como oposicionistas, desafiantes e inadequadas, mais que são uma resposta ao conflito de nao poder comunicar, compreender nem lidar com os ambientes físicos e sociais.
As crianças podem ter a sensação de ser ineficientes o das dificuldades e déficits na interação(mesmo que seja de uma forma nao verbal, emocional e sem consciência lingüística). as crianças com dificuldades da linguagem , seja distúrbios específicos ou associadas a outros síndromes (Down, Autismo, etc.), tem dificuldades de planejamento motor, de memória seqüencial, de memória verbal isso aumenta as dificuldades para controlar a ansiedade e o estresse de ter que se envolver em situações difíceis, incompreensíveis e sem maior sentido nem motivação para eles.
Muitas vezes as  condutas de choro, birra, mutismo, etc., são as formas de controlar a situação, tentando diminuir os estímulos, as exigências , ou são a reação frente a sensação de caos, pressão social ou dificuldade.
A maioria dos  adultos tentam acalmar, explicar e negociar durante as birras e surtos das crianças, mais somente conseguem piorar a situação, devido a que durante a birra o cérebro infantil esta cheio de cortisol e adrenalina(hormônios do estresse) que nao permitem processar nova informação e que produzem maior estresse quando falarmos ou entregamos muitos estímulos durante a crise da conduta.
Muitos estímulos, muita fala, muito controle físico, muitas pessoas por perto, somente aumentam as birra e dificultam que a criança consiga se modular emocionalmente.
 É muito importante conhecer a biologia de cada caso, especialmente os aspectos neurológicos, digestivos (refluxo, alergias alimentares, etc.), imunológico para ter uma visão dos aspectos corporais que ajudam a motivar uma birra. também é necessário estudar o estilo familiar de interação comunicativa, entrega de limites e afrontamento das condutas inadequadas para compreender como a criança e o seu grupo familiar desenvolvem padrões de reação frente a determinados estimulo e situações. O mesmo deve ser aplicado as dificuldades que surgem na escola.
Deforma resumida podemos tentar compreender os seguintes aspectos:
Como é a conduta    Descrever os comportamentos motores(pular, fugir, etc.)
Descrever o comportamento emocional (agitação, ansiedade, raiva, medo)
Descrever o comportamento verbal (palavrão, expressões, etc.)
Descrever o comportamento nao verbal (choro, grito, etc.)
Descrever agressões ou auto agressões (bater, morder, etc.)
Descrever ação no meio físico(jogar ou romper objetos, etc.)
Reação do entorno social    Emocional (temor, raiva. ansiedade, etc.)
Ações: tentar controlar, agres ao, etc.
Verbal: comentários, explicações, gritos, etc.
Social: atenção, intenção, expressões faciais, etc.
Resultados a ação social    Consegue controlar a conduta
Aumenta a conduta
Mantém a conduta
Elementos que rodeiam a conduta    Situação física anterior e posterior
Situação social anterior e posterior
Lugares
Pessoas
Objetos ou estímulos
Condição física (fome, sono, cansaço, ansiedade, etc.)
 Intensidade e Duração da conduta    Duração da conduta (minutos, horas)
Intensidade das manifestações (leve, moderada, severa)
Resultados da conduta     A criança se mantém na situação
A criança consegue objeto
consegue atenção
Consegue fugir,
Etc.
Estas informações orientam acerca dos motivos, características e resultados das condutas inadequadas. temos que compreender causas e resultados da consulta para determinar o propósito de esta.  Excetuando as reações de auto agressão muito fortes, motivadas geralmente por alguma doença (gastrite, dor de ouvidos, febre, etc.),a maioria das condutas inadequadas tem motivo e uma função, que é  a de evitar os estímulos estressantes ( objetos, pessoas, situações, exigência, etc. ) ou a de obter algo(objeto, pessoa, alimento, atenção).
Os principais motivos das birras são :
• Procura de objetos: a criança tenta obter algo mediante a birra.
• Frustração: as condutas se produzem porque o desejo
não é satisfeito ou a criança não consegue comunicar o que
ela quer.
• Atenção: a criança procura a atenção de alguém, ter alguém
por perto ou a presença de alguém específico (exemplo:
a mãe).
• Medo: a conduta é produzida por estímulos desagradáveis,
incontroláveis ou repentinos.
• Confusão ou sobrecarga de estímulo: existe muito estímulo
(barulho, pessoas, objetos, luzes, cores) ao redor.
• Fadiga: a criança tenta evitar o trabalho por exaustão ou
esgotamento físico.
214 TRANSTORNOS DO DESENVOLVIMENTO E DA COMUNICAÇÃO
• Organização: muitas pessoas e crianças com TDAH conseguem
se organizar após uma reação de raiva devido a uma
série de fenômenos químicos no cérebro.
• Desagrado: a criança não gosta dos materiais, das pessoas ou
da atividade ou tem vontade de fazer outra coisa.
As diferentes manifestações e motivos das birras orientam as técnicas a ser aplicadas em cada caso ( primeiramente sob a orientação de especialistas). Na literatura especializada e na prática clinica, o mais utilizado é uma combinação de técnicas comportamentalistas, integração sensorial, medicação e treino familiar.
Adaptado e resumido do livro Transtornos do desenvolvimento e da comunicação. Miguel Higuera Cancino Ed. Wak, Rio de janeiro, 2013. Para técnicas de controle  da conduta se recomenda o capitulo 8 do livro.

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